A criança não nascida é um ser humano?

Mesmo as leis que liberalizam o aborto começam por proclamar o carácter humano do ser que em certos casos autorizam a que se mate. O art. 1. da lei francesa Veil-Pelletier é um caso típico desta incoerência: "A lei garante o respeito por todo o ser humano desde o início da vida. Este princípio apenas poderá ser atingido em caso de necessidade, segundo as condições definidas pela presente lei". Este processo é chamado por vezes "táctica da derrogação": enuncia-se um princípio indiscutível para logo a seguir enumerar condições ou circunstâncias em que a lei define que não se aplicara. Este processo repete-se, com regularidade, em projectos e propostas de lei relativas à eutanásia.

No caso da criança concebida, é exactamente porque ela é um ser humano que se pretende impedir que nasça. Sabe-se que o ser que agora se anuncia será em breve um bebé, depois um adolescente e mais tarde um adulto. É precisamente por ele representar uma promessa de bebé, de adolescente e de adulto que querem suprimi-lo.

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