Em vez de reprimir o aborto, não valeria mais preveni-lo?

É claro que é preciso criar condições que permitam a todas as mães trazer no seu ventre a criança que esperam no melhor ambiente possível. É o que alguns legisladores têm tentado fazer desde há anos, reclamando cuidados de saúde, consultas pré-natais, serviços de alojamento, uma educação apropriada, abonos de família, etc.

Porém, mesmo as leis que são apresentadas como repressivas por punirem o aborto têm ultimamente o mesmo objectivo: preveni-lo, oferecendo protecção jurídica à criança não nascida.

Uma comparação com a segurança nas estradas é esclarecedora: os poderes públicos têm razão quando organizam campanhas de prevenção dos acidentes, e estas campanhas felizmente dão frutos. Mas estas medidas preventivas não dispensam a punição dos infractores que põem em perigo a vida de terceiros.

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