Moluscos aquáticos endémicos à Europa

(Desenhos de Fernand Angel)

Antes de mais, uma palavrinha de explicação quanto à diferença fundamental entre "Moluscos" e "Gasteropodes".

Os Moluscos nunca atacam os peixes,  no entanto estes não se privam de comê-los.  No entanto, os moluscos comem os ovos dos peixes, quando estes últimos não os protegem (por exemplo, nenhum tetra protege seus ovos, enquanto que o comportamento dos ciclídeos é muito protector dos ovos).

Os Gasteropodes tiram seu nome do facto de possuirem um pé ventral sobre o qual eles rastejam; em geral eles mostram uma concha única.  De hábitos vegetarianos e sobretudo omnívoros, servem de sua língua, chamada radula, para raspar e roer as substâncias que constituem sua comida.  E assim que eles limpam, mastigando, a vegetação que cobre as paredes do aquário ou as matérias organicas caidas no fundo.

Entre os gasteropodes, possuidores de pulmões e que são desprovidos de opérculo destinado à obturar a abertura da concha, podemos citar:

limnaea stagnal Limnaea stagnalis, commum nos cursos de água, lagos e pântanos.  Sua concha mede em altura, 4 a 6 cm.

A limnaea glutinosa, mais pequena, alta de 10 a 15 mm, com uma concha fina e transparente.  Encontra-se sobretudo nas fossas com água a estagnar e calcária.

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As physas, cujo tamanho avizinha 1 cm, e que vivem sobre as plantas aquáticas nas águas  oxigenadas e puras das fontes, paredes de lagos, beiras de rios. A mais conhecida é Physa fontinalis (1) à direita, com (2) Physa acuta.

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1)     2)

Os planorbes, de concha achatada, vivem de preferêncianas águas dos rios tranquilos ou dos pântanos de águas dormentes.

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Na ordrem dos prosobranquios, que respiram por branquias e frequentemente possuem um operculo rijo, fixado à face dorsal do pé:  
As paludinas vivíparas (Viviparus viviparus), com uma concha espessa de côr castanha esverdeada, medindo 3 a 4 cm de altura.  Vivem em colónia, no limo dos cursos de água lentos ou na lama das águas que estagnam.

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Os bithinia (Família dos Hydrobiidae) assemelham-se muito ont às paludinas, mas são mais pequenos e o operculo da concha é calcário.  Também vivem no lodo ou na lama dos pântanos, onde até podem ser encontrados durante o inverno.

Os valvata, formas de pântano e de lagos, de concha achatada que lembra as dos planorbes, podem atingir um tamanho de 3 cm.  
Citamos igualmente as Neritinas, em forma de boné phrigio medindo 8 a 9 mm e os bythinella, das fontes e dos lagos, cuja altura de concha varia de 1 a 3 mm.  

Os moluscos lamellibranquios ou bivalves

Como seu nome indica,  os lamellibranquios têm branquias em forma de finas lâminas e sua concha é formada de duas válvulas approximadamente simétricas, nas espécies de água doce.  São animais bastante apáticos, que reagem à luz, fechando suas válvulas semiabertas quando se intercepta os raios solares.  Certos, como os  Unios e os Anodontes, enterram-se quase inteiramente no lodo, deixando aparecer únicamente sua extremidade posterior que corresponde à parte allongada da concha.

Os moluscos bivalves destroem as algas e as partículas orgânicas suspensas na água que os rodeia, filtrando-a para encontrar sua comida, mas que também a turvam.  Além do mais, acontece que esses animais morrem sem que se note e sua descomposição torna-se uma causa de poluição para todo o aquário. Por esta razão, sua acção positiva pode se tornar contestável.  De qualquer maneira, a grandes espécies, Unios e Anodontes, só convêm para tanques de grande volume.

Os principaux géneros a mencionar são os seguintes:

Os unios, ou grandes mexilhões de água doce encontram-se  na areia ou no areião dos riachos, lagos ou rios de águas tranquilas.  No entanto a espécie margaritina só se acomoda com águas de corrente rápida.  O tamanho destes mexilhões varia de  varia de 8 a 15 cm.

A direita, Unio pictorum

Os anodontes são espécies de águas estagnantes do tipo pântano ou de lago.  Seu tamanho ultrapassa o dos Unios, podendo por vezes atingir 12 cm, de comprimento de concha como para Anodonta cygnea.  
Os sphaerium possuem um sifão anal e um sifão respiratório; eles encontram-se no lodo do fundo ou por vezes rastejam sob a superfície da água.

A direita: Sphaerium cornea (escala 1,5/1)

Os psidium são os mais pequenos lamellibranquios conhecidos.  Eles differem dos precedentes pelo facto de possuirem um 0nico sifão anal.  Eles rastejam no fundo da água, à procura dos corpos em descomposição ou sobem acima e contra a superfície.

A direita: Pisidium amnicum (escala 2/1)

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