As Limnaea

Nome científico: Limnaea stagnalis

Familia: Lymnaeidae

Sub-familia: Lymnaea

Origem: Europa

Tamanho: 5 a 6 cm para a maior do género

Respiração: aérea, por pulmões

Temperatura:  0 a 25°C

Utilidade: grande consumidor de algas

N.B.: hermafrodita, bastam dois exemplares para fundar uma colónia.

Particularidade: não possui opérculo, o que faz dela uma vítima de predileção para o resto da população do aquário se houver falta de comida. Quando morre, sua concha rápidamente se torna translúcida (ver foto acima).

 

A sua grande concha com 7 espiras, dextrogira, frágil, cobre-se com algas que asseguram sua camuflagem quando, curiosamente, ela rasteja de cabeça para baixo sob a superfície da água, estendendo um largo pé oval  e mostrando seus dois tentâculos triangulares e achatados.

A  limnaea come sobretudo as algas microscópicas que proliferam sobre as plantas aquáticas e sobre as paredes do aquário.  Ela também consome o lixo orgânico, as plantas aquáticas se as algas fazem falta. Isto pode ser evitado pela introdução de comprimidos para peixes fitófagos ou alface cozida.

Para acasalar, as limnaea sobrepõe-se e cada uma fecunda a outra.  Cada uma põe sobre uma planta alguns cinquenta ovos aderentes e transparentes, agrupados em montinho longiforme de 3 a 5 cm de comprimento.  Esta desova pode reproduzir-se cada dois dias durante o verão.

Mais ou menos dez dias depois da desova, as limnaea quebram a membrana que  as retém.  Dispersam-se e crescem bastante rápido se o meio é favorável.  Cada mês que passa suas conchas crescem de uma espira até atingirem o tamanho adulto.

 

Outras limnaea podem ser criadas, como Limnaea stagnalis, Trata-se de Limnaea palustris, Limnaea trunculata e Limnaea trunculata.  Em geral elas preferem as águas  lentas, frescas e abundamente plantadas.  a pequena limnaea (Limnaea trunculata) pode ser criada como sustento adicional para grandes ciclideos (por exemplo os tilapias) e as tartarugas aquátiquas. 

E importante obter os primeiros exemplares junto de criadores reconhecidos, porque ela é conhecida por transmitir uma forma de Hepatite.

A limnaea oval (limnaea ovata), cuja criação é muito fácil em aquário, torna-se útil porque consome as algas coladas sobre os vidros.

 

O acasalamento não é reciproco, uma única limnaea fecunda a outra. vista sobre o órgão "macho" depois do acasalamento. Retractou-se. Vista dos ovos.  Protegidaos por uma membrana relativamente rígida.  Aqui estão prestes a eclodir.
A capacidade de torsão e extensão deste caracol atestam de sua evolução.  Tem no entanto um ponto fraco, não possui opérculo para se proteger quando se retracta dentro da concha.

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