Melanoïdes tuberculata

Familia dos Thiaridae (Melaniidae)
Sub-familia: Melaniinae
Origem: todas as regiões tropicais.
Distribuição
recente: Vasta diversidade de meios aquáticos, excepto os pântanos
com papyrus e os biotopos que secam reglarmente.
Descrição: Unica espécie que vive no Sahara, a cosmopolita M. tuberculata. Reproduz-se por partenogénese e foi
distribuida pelas aves e pelo homem. A mais antiga deste género afrotípico e das espécies
em Africa data do baixo-Mioceno
Tamanho: máximo 47x14 mm, mas geralmente mais pequeno (2 cm)
Respiração: aquática, por branquias.
Temperatura: 22 à 32°C
Utilidade: consome a demasia de comida e areja o solo.
Particularidades: espécie nocturna, enterra-se durante o dia. Ao contrário da maioria dos caracois e tal como as ampulárias, os sexos são diferenciados. Com Biomphalaria pfeifferi e Bulinus truncatus, M. tuberculata é a espécie mais comum dos meios aquáticos dos Sahel e do Sahara. O único caracol de água doce em forma de torre que apareceu na África do Norte, com uma concha em espiral.
Este caracol, bastante útil ao aquariofilo, é um indicador infalível da saúdo aquário no qual se encontra.
Se o aquariofilo distribui demasiada comida, os melanoïdes devorarão todas as sobras. Eles também vão achar o momento propício para se reproduzirem (já que encontram tanta comida !) e INVADIR o aquário !
Consequência lógica desta invasão, os melanoïdes vão todos sair a uma certa hora da noite, o que d5 um aspecto particularmente inesthético ao aquário. Para além disto, eles também vão produzir excrementos em quantidade e participar activamente à degradação do meio.
O espectaculo será o mesmo se a água se apobrece em oxigénio, os melanoïdes reagem como os peixes neste caso... MIGRAÇÃO MASSIÇA PARA A SUPERFICIE !
O aquariofilo não deve em caso nenhum tentar erradicar completamente estes caracois, ele deve aprender a gerir o seu aquário de maneira adequada. Observar o comportamento desta espécie de caracois pode ser muito útil.
Resta que se a infestação começou, parece difícil contê-la. A maior parte dos aquáriofilos vai tentar apanha-los com alface cozida ... nem merece a pena, a rapidez de proliferação é tal que ultrapassa de longe a capacidade de os retirar do aquário.
Preconizo as soluções seguintes:
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Se o substrato se compõe de areia fina, basta passa-la pela rede de malhas finas; |
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Se o substrato se compõe de areia de granulometria média, é necessário introduzir predadores, como os Botia (nunca um só, os Botias não apreciam a solidão), os peixes caixa, os macropodes, ... |
E evidente que a razão da prolidferação tem que ser encontrada e solucionada, e sempre é mais são dar pouca comida várias vezes ao dia do que muita dois vezes ao dia.
Finalmente, não deite fora os melanoïdes capturados, seria muito mais útil dá-los de comer à Botias ou Peixes - Caixa; se o aquarió não os possui, nada proibe que os traga a loja na qual se fornece regularmente em plantas e peixe ... COMIDA VIVA para peixes que comem caracois ou que precisam trincar a concha para evitar que os dentes crescam demais não é ?!