Melanoïdes tuberculata

 

Familia dos Thiaridae (Melaniidae)

Sub-familia: Melaniinae

Origem: todas as regiões tropicais.

Distribuição recente:  Vasta diversidade de meios aquáticos, excepto os pântanos com papyrus e os biotopos que secam reglarmente.   Tolera uma salinidade moderada (Brown, 1980).

Descrição:  Unica espécie que vive no Sahara, a cosmopolita M. tuberculata.  Reproduz-se por partenogénese e foi distribuida pelas aves e pelo homem.  A mais antiga deste género afrotípico e das espécies em Africa data do baixo-Mioceno (Mohari Fm., Sinda Mohari, Zaire, Gautier & Van Damme, 1973a).

Nome científico: Melanoïdes tuberculata (Miffler, 1774, Nerita) Genre Melanoides Oliver, 1804.

Tamanho:   máximo 47x14 mm, mas geralmente mais pequeno (2 cm)

Respiração: aquática, por branquias.

Temperatura: 22 à 32°C

Utilidade: consome a demasia de comida e areja o solo.

Particularidades: espécie nocturna, enterra-se durante o dia.  Ao contrário da maioria dos caracois e tal como as ampulárias, os sexos são diferenciados.   Com Biomphalaria pfeifferi e Bulinus truncatus, M. tuberculata é a espécie mais comum dos meios aquáticos dos Sahel e do Sahara.  O único caracol de água doce em forma de torre que apareceu na África do Norte,  com uma concha em espiral.

 

Este caracol, bastante útil ao aquariofilo, é um indicador infalível da saúdo aquário no qual se encontra.

 

Se o aquariofilo distribui demasiada comida, os melanoïdes devorarão todas as sobras. Eles também vão achar o momento propício para se reproduzirem (já que encontram tanta comida !) e INVADIR o aquário !

 

Consequência lógica desta invasão, os melanoïdes vão todos sair a uma certa hora da noite, o que d5 um aspecto particularmente inesthético ao aquário.  Para além disto, eles também vão produzir excrementos em quantidade e participar activamente à degradação do meio.

 

O espectaculo será o mesmo se a água se apobrece em oxigénio, os melanoïdes reagem como os peixes neste caso... MIGRAÇÃO MASSIÇA PARA A SUPERFICIE !

 

O aquariofilo não deve em caso nenhum tentar erradicar completamente estes caracois, ele deve aprender a gerir o seu aquário de maneira adequada.  Observar o comportamento desta espécie de caracois pode ser muito útil.

 

Resta que se a infestação começou, parece difícil contê-la.  A maior parte dos aquáriofilos vai tentar apanha-los com alface cozida ... nem merece a pena, a rapidez de proliferação é tal que ultrapassa de longe a capacidade de os retirar do aquário.

 

Preconizo as soluções seguintes:

 

       

Se o substrato se compõe de areia fina, basta passa-la pela rede de malhas finas;

        

Se o substrato se compõe de areia de granulometria média, é necessário introduzir predadores, como os Botia (nunca um só, os Botias não apreciam a solidão), os peixes caixa,  os macropodes, ...

 

E evidente que a razão da prolidferação tem que ser encontrada e solucionada, e sempre é mais são dar pouca comida várias vezes ao dia do que muita dois vezes ao dia.

 

Finalmente, não deite fora os melanoïdes capturados, seria muito mais útil dá-los de comer à Botias ou Peixes - Caixa; se o aquarió não os possui, nada proibe que os traga a loja na qual se fornece regularmente em plantas e  peixe ... COMIDA VIVA para peixes que comem caracois ou que precisam trincar a concha para evitar que os dentes crescam demais não é ?!

 

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