Paramelanias

Ao lado de um leito de conchas Vista de cima Vista sobre o opérculo
Vista de perfil. Primeiro zoom, note a presença da Neothauma tanganyicense ao lado. Zoom sobre a cabeça, a radula colocada longe à frente da cabeça faz pensar numa tromba de elefante.

     Espécie: Paramelania damoni

Origem: Africa, endémica ao Lago Tanganyika

Família: Pleuroceridae

Sub-família: Paramelaniinae

Sub-classe: Streptoneura

Tamanho: 5 a 6 cm

Respiração: aquática, por guelras

Temperatura:  25°C

Utilidade: detritivoro, se bem que seu apetite seja modesto; muito decorativo.

Observação: da mesma família que os melanoides, seu corpo é similar se bem que mais massivo.  Contrariamente aos melanoides, as paramelanias não se enterram no substrato.

 

Este prosobrânquio vive exclusivamente no substrato. Seus movimentos são lentos. A paramelania não corre nenhum risco, ao menor sinal de problema com predadores, ela esconde se rápidamente. Os desenhos muito marcados da concha contribuem para que sua beleza seja comparável à dos caracois marinhos. A concha é espessa, o que pode ser expplicado pelo seu biotope de origem, graças ao qual as conchas têm uma tendência a solidificar-se em vez de se usar.

Este de tipo de gastropode pode ser considerado como raro em aquariofilia; sendo endémico ao lago Tanganyika e raramente importado, ele não atrai os aquaristas que se focalizam na sua maioria nos peixes e têm preconceitos quanto à inclusão de caracois nos aquários. No entanto, um aquário regional é suposto reproduzir o biotopo de origem ... é evidente que colocar caracois num aquário de ciclídeos parece loucura ... mas é assim que vivem no meio ambiente.

As paramelanias alimentam-se principalmente de restos de comida, desdenham qualquer tipo de comida "aquariofila" ou de substituição (alface cozida, pepino, etc ...) e não tocam nas plantas ou nas algas; seu regime alimentar é do tipo detritivoro.  As paramelanias vivem exclusivamente sobre o substrato, enterrando-se ligeiramente para enfrentar as bruscas mudanças de química da água.  A concha é muito espessa e é preciso por vezes ajuda-las a virarem-se. Já pude constatar que elas se viravam sózinhas, mas nunca tive a sorte de observar a acrobacia.

Esta espécie està a ser estudada, outros comentários virão em tempo oportuno.

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