Partenogénese

Em certas espécies, o ovo é capaz de se desenvolver sem que ium gameta macho o tenha fecundado:  Este fenómeno é o da partenogénese natural.  trata-se do desenvolvimento de ovos virgens, não fecundados.

Em numerosas espécies animais, tanto Invertebrados como Vertebrados, o ovo é capaz de se segmentar espontáneamente, sem que este desenvolvimento ultrapasse um estado pouco avançado: tal é o caso para alguns representantes dos Equinodermes, dos Molluscos, dos Nematodos, dos Annélideos, dos Coleopteros, Lepidopteros e Dipteros;  também é o caso para certos peixes, batráquios e pássaros.

At mesmo nos mamíferos este fenómeno intervém frequentemente e foi assinalado na espécie humana.  trata-se do que se chama a partenogénese rudimentar.

Em outros casos , acontece então que as condições normais implicam que o desenvolvimento ovulare seja relacionado com a fecundação, que ovos possam no entanto desenvolver-se completamente por partenogénese.  Ela é então dita acidental.  Observa-se em espécies dos grupos seguintes:  Coccideos, Ortópteros (Acrideos, fasmideos), Acários, Lepidopteros, Equinodermes, e no Arquianelidio Dinophilus.

Por fim, a partenogénese é susceptível de representar uma modalidade normal e regular da reprodução. Ela apresenta então vários tipos:

Se os ovos partenogenéticos dão nascença exclusivamente à machos, trata-se de partenogénese arrhénotoque (Hyménopteros, Coccidios, Acarios, Rotíferos, ...).

Se eles dão fêmeas, a partenogénese é chamada thélytoque.

Uma partenogénese deutérotoque é aquela que tem por resultado individuos dos dois sexos.

as duas últimas formas afectam particularidades que permitem distinguir uma partenogénese dita ciclica, caracterizada pela alternância mais ou menos regular de gerações sexuadas e de gerações partenogenéticas (Rotíferos, Cladocères, Pulgões, Phylloxera, Chermesidios), e um tipo dito paedogénese que se aproxima da parthénogénese ciclica porque também está incluida num ciclo, mas que deve  sua individualidade ao facto que a partenogénese produz-se na larva e acompanha-se quase sempre do desenvolvimento  do feto no organismo larvar, é a viviparia (Cecidomyios, Chironomidios e outros dípteros, Poliquetes, Trematodos, Coelentereos).

Exemplos de partenogénese natural:

O caso da abelha doméstica oferece um tipo clássico de partenogénese arrhénotoque (descoberta do abade Dzierzon em 1845).

Nos himenópteros sociais, a partenogénese arrhénotoque é facultativa, ou seja, o ovo desenvolve-se quer tenha sido fecundado quer não.  Se ele se desenvolve partenogénéticamente, dá nascença exclusivamente a machos; se foi fecundado, dá fêmeas (trabalhadoras ou rainhas segundo o tipo de comida que a larva recebe).

Como segundo exemplo, examinemos o caso dos pulgões; a reprodução cumpre-se segundo um ciclo geramlente anual.

Nos Afidios existem dois tipos de fêmeas:

As fêmeas partenogenéticas dão nascença a fêmeas igualmente partenogenéticas (partenogénese thélytoque).  No fim do verão elas dão no entanto machos e fêmeas (partenogénese deutérotoque) que são indivíduos sexuados.

As fêmeas sexuadas produzem "ovos de inverno" destinados a ser fecundados dos quais  na primavera nascerão fêmeas ditas "fundadoras", partenogenéticas, desenvolvedoras de um novo ciclo.

Como último exemplo, a dafnia (Daphnia pulex) reproduz-se frequentemente por partenogénese cíclica irregular.  O ovo de resistência, fechado num invólucro particular, é fecundado.

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